Na manhã deste sábado, Claudio Pessutti, sobrinho e empresário de Hebe, antes de saber da morte da tia, foi ao salão de Jassa agradecer pela intervenção do barbeiro famoso no caso. Ao voltar para casa, a triste notícia. Hebe, que sempre viveu cercada de gente durante a vida, havia morrido sozinha.
Silvio Santos se comportou com Hebe exatamente como com Manoel da Nóbrega e Dercy Gonçalves, entre os mais famosos. Abriu-lhes os braços como reconhecimento pelo conjunto da obra de uma vida. Por isso esse "contrato" generoso, em que o SBT anunciou que Hebe poderia fazer o que quisesse, a hora que quisesse e do jeito que quisesse. Nenhuma condição. A única era ela se recuperar. Não houve tempo.
Hebe só morreu em casa porque decidiu deixar o hospital. O câncer a estava tomando havia alguns meses. Ela se alimentava por sonda, pouco falava e suas forças se acabavam dia após dia. Mesmo assim, truculentamente, Claudio Pessutti plantava que estava tudo normal com sua tia. E, pior, a "imprensa amiga" subservientemente regava essa plantação.
GOLPE DE SORTE - Certa vez, em sua casa para entrevistá-la, Hebe me disse que a vida das pessoas se resumia a um comprimido e um contrato. "Um comprimido para emagrecer e um contrato para reger nossas vidas". E Hebe gostava de tudo isso e, mais ainda, de champanhe. Quando misturava bola e cachaça ela "pirava" e soltava aquelas pérolas no ar, chamando não sei quem de Capitu, fazendo e desfazendo alianças políticas à direita, mas aplaudindo o PT, à esquerda, quando foi para a Rede TV! e precisava agradar os novos patrões, amarrados até o rabo com o governo central. "Vocês me tratam melhor do que eu mereço", disse-me Hebe.
E ela estava certa. A imprensa, de uns anos para cá, escolheu-a como musa. Tudo o que ela fazia era endeusado. Até os esqueletos no armário, as desavenças da loira, eram colocados sob o tapete, afinal, as revistas precisavam de uma musa e lá estava lá para cumprir este papel. Afinal, quem mais, não é mesmo, Claudio Pessutti?
NUNCA QUIETA - Quando detonei Marta Suplicy no programa de Adriane Galisteu, ainda na Record, Hebe me ligou, gargalhando e me enchendo de elogios: "Parabéns, você foi o único que falou. Eu adorei", disse-me a apresentadora. Quando desmenti a plantação de Amaury Jr, de que Ciro Botelho estava namorando com Hebe, a apresentadora, assim que me viu, passou a mão no meu rosto e me agradeceu. "Nem namoro nem amizade", afirmou.
TALENTO - Se como cantora Hebe foi um desastre, como apresentadora era diamante lapidado. Daquelas figuras como Silvio Santos que, quando entram em cena, não tem para ninguém. Esse é o legado que a comunicadora deixará. E por falar em diamante, Hebe morreu sem saber quem roubou suas joias, não é mesmo? Ou será que ela descobriu, mas preferiu guardar o segredo em família? Acho que mais a segunda opção...
CORDÃO SANITÁRIO - No final da vida, Hebe foi privada de todas as pessoas que gostavam dela. Beth Szafir ligou cinco vezes, nesta sexta-feira, mas não conseguiu falar com ela. Antigamente, Hebe e Beth jantavam todas as sextas-feiras, no Leopolldo. Tutinha, dono da Joven Pan, estava no Einstein com sua mãe, mas teve a visita negada. "Hebe ficou muito famosa quando a Record era do meu pai, minha mãe queria vê-la, mas não conseguimos", confidenciou Tutinha. Só Lolita conseguiu, e uma vez, mas não em casa, no hospital.
MEDO DA MORTE - Hebe levava a vida na flauta, mas a morte parecia-lhe incomodar. Quando a velha amiga Nair Bello morreu, Hebe tomou um avião e se mandou para o exterior. Isso não é um julgamento, mas uma análise de conduta. Curiosamente, Nair chamava Hebe de "velhinha filha da puta". E as duas se matavam de rir.
Agora, Hebe, encontre todo mundo e se mate de rir dos coleguinhas que estão pagando o maior mico na porta da tua casa. Afinal, você conseguiu fazer da morte um evento. Como é que era a história mesmo, Nair? kkkkkkkkkkkkkkkkkkk.
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