Coisas que matariam Hebe e Nair de rir!!
Vamos por partes. Na quinta-feira à tarde, enquanto o SBT divulgava oficialmente a volta de Hebe à emissora, a apresentadora, em sua casa do Morumbi, tomava as mais altas doses de morfina para aplacar as dores do câncer que havia dominado seu corpo. Hebe acabou sedada.
Alguns dias antes, quando a imprensa anunciou com certo estardalhaço que o rechonchudo e pavãosíssimo padre Marcelo Rossi havia inaugurado uma capela na casa de Hebe, a apresentadora só conseguiu sair da cama e chegar até o local por estar amparada pelo filho Marcelo e pelo sobrinho Claudio Pessutti. Mas isso não foi divulgado. Na cerimônia estavam apenas a irmã Estela e a velha amiga Labibi, dona da FMU.
Agora, se a situação era essa, alguém explica por qual motivo Claudio Pessutti fez questão de assinar a tal da minuta com o SBT? Minuta, para quem não sabe, é o rascunho, não o contrato em si. O SBT não fala absolutamente nada, menos ainda se Hebe receberia alguma coisa, mesmo se não chegasse a pisar no palco. Será que o sobrinho e empresário estava, literalmente, em busca de um milagre? Talvez nunca saberemos verdadeiramente o que se passava na cabeça dele.
A SAÍDA PARA O PALÁCIO - No sábado à noite, quando o carro do serviço funerário, com o corpo de Hebe no caixão, deixou a mansão da apresentadora, no Morumbi, com destino ao Palácio dos Bandeirantes, seguido por batedores, um táxi atrapalhado, ao fazer a manobra, acabou trancando a rua das Amoreiras. Por conta disso, Claudio Pessutti, que estava na Mercedes preta, logo atrás, não conseguiu seguir o carro funerário e os batedores. O "Pânico" tem as imagens do sobrinho da apresentadora esbravejando do lado de dentro do carro, por não poder seguir a tia. Vai ver foi nesse momento que Claudinho percebeu que havia perdido, definitivamente, sua galinha dos ovos de ouro. Só vou dizer isso.
SHOW DE "ESTRELAS" - Em velório de gente do calibre de Hebe, aparecem estrelas de todas as grandezas. De Silvio Santos a Luiza Mell. Luiza, com os olhos vermelhos de lágrimas, e o marido, rindo. Ao que parece, eles esqueceram de combinar essa parte. Luiza representou bem, mas ele pisou na bola. O Marquito, do Ratinho, candidato a vereador, não perdeu a oportunidade e resolveu imitar Silvio Santos, dando um selinho em Hebe. Não contente, Marquito, ainda, passava e repassava à frente dos fotógrafos, que fingiam não conhecê-lo.
A GAFE DA URNA - Lolita Rodrigues entra em uma roda em que estava Geraldo Alckmin e dispara: "Governador, vai dar Serra?". A atriz só se deu conta da presença do senador petista Eduardo Suplicy quando esse arregalou os olhos. Amíllcare Dallevo, dono da Rede TV! e petista por conveniência, não abriu a boca. "Eu não voto mais", tantou esquivar-se Lolita. Foi pior.
O PRÍNCIPE - Ronnie Von baixou no velório talvez para fazer as pazes com a apresentadora morta. Hebe não o suportava porque, conta a lenda, certa vez o príncipe se ofereceu para substitui-la em uma emissora de televisão, mas não conseguiu. Mesmo assim, Hebe nunca o perdoou por isso. Quantas vezes você viu Ronniezinho sentado no sofá dela? Ou seja, quem puxa cadeira não ganha sofá. Então pronto.
O PACTO DAS AMIGAS - Nair Bello e Hebe não iam a velórios juntas para não começarem a rir. É que Nair, Lolita e Hebe tinham um pacto secreto. Elas brincavam sobre o que seria escrito no caixão de cada uma. Nair exigia que seu caixão tivesse uma janela de vidro, pois a atriz dizia ter nojo "só de pensar nas pessoas chorando e babando na minha cara" (seu pedido não foi atendido). Não contente, sobre o caixão de Nair deveria estar escrito "cu". No de Lolita, "puta que o pariu" e, no de Hebe, "velhinha filha da puta". Por isso o ataque de riso em velórios alheios, pois elas imaginavam o que o defunto merecia ter escrito sobre o próprio caixão.
GELADEIRA - A intimidade entre Hebe, Nair e Lolita era tamanha, que, ao visitá-las, a primeira coisa que Hebe fazia era abrir a geladeira da casa delas. As amigas davam o troco quando iam à casa da apresentadora. Lolita segurou Marcelo, filho de Hebe, desde que ele nasceu. Como ele fazia muito xixi, não demorou para chamarem-no de "mijão". Foi aos cinco anos que Marcelo perguntou a elas o que era "modess". Toca Lolita explicar. Na boca de Nair Bello, "merda" era vírgula. Portanto, na conversa das três havia muito, mais muito palavrão. E aí de quem pisasse no calo de uma delas. Era condenação perpétua.
ADEUS CONTURBADO - No cemitério Gethsemani, havia poucos policiais e muitos fotógrafos ávidos pela derradeira foto. Claro que o cordão de isolamento não conteve nem fotógrafos nem fãs e curiosos. A invasão foi geral. Pisoteamento de campas, empurrões generalizados. Algumas velhinhas, por pouco, não caíram na cova. Fotógrafos se xingando mutuamente, festival de palavõres, enquanto o corneteiro da Polícia Militar executava a triste marcha fúnebre. Nair e Hebe, certamente, se espatifaram de rir.
INDIGNIDADE - No sábado, Lolita deu 18 entrevistas para falar sobre a amiga. À noite, foi ao velório. Na volta, mandou parar o carro para vomitar. O nervosismo era tamanho que só mesmo pondo tudo para fora. Chegou em casa, se lavou, bebeu água e dormiu. Não foi ao cemitério. Nas lembranças de Lolita, a frase que Hebe lhe disse no Einstein: "Ai, Lolinha, você tem razão, a velhice é uma indignidade".
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