Ontem foi ao ar a cena em que minha personagem, Novais, se revela em sexo sadomasoquista com a Manu (Gisele Itié).
Muito difícil quebrar a barreira do pudor.
Muito difícil quebrar a barreira do pudor.
Quando recebi o capítullo e li a cena minha primeira reação foin recusar faze-la.
Achei ridícula, despropositada, despudorada, pervertida, entre outros adjetivos que me vinham à cabeça revoltada.
Achei ridícula, despropositada, despudorada, pervertida, entre outros adjetivos que me vinham à cabeça revoltada.
Depois fui acostumando com a idéia.
Mas resolvi que não faria sem camisa.
Sou um homem de 65 anos.
"Corpos de meia idade devem ser vistos à meia luz." Diz um texto teatral. Imagina eu que já passei da meia idade ... rsrsrsrs
Mas resolvi que não faria sem camisa.
Sou um homem de 65 anos.
"Corpos de meia idade devem ser vistos à meia luz." Diz um texto teatral. Imagina eu que já passei da meia idade ... rsrsrsrs
Mas topei fazer a cena. Com discrição, guardando-me, defendendo-me.
Na hora, quando vi o trabalho esmerado da Arte, com os adereços sadôs que arranjaram...a direção segura e confiante de Edgar Miranda e Rudi Lageman, a seriedade da equipe, tudo me deixou confiante.
Então abri mão da camiseta regata, suspendi a cueca acima do umbigo como um velho cuecão, vesti os penduricalhos da perversão e mergulhei sem pudor.
Fiquei muito feliz com o resultado.
Muito feliz sobretudo por mais uma vez ter cumprido com a minha função profissional: atuar. Re/presentar.
Representar o ser humano em todos os seus matizes, inclusive em suas perversões.
Rompi com minha autoimagem, venci meu superego, e fiz o que era pra ser feito: brincar, to play, jouer.
Na hora, quando vi o trabalho esmerado da Arte, com os adereços sadôs que arranjaram...a direção segura e confiante de Edgar Miranda e Rudi Lageman, a seriedade da equipe, tudo me deixou confiante.
Então abri mão da camiseta regata, suspendi a cueca acima do umbigo como um velho cuecão, vesti os penduricalhos da perversão e mergulhei sem pudor.
Fiquei muito feliz com o resultado.
Muito feliz sobretudo por mais uma vez ter cumprido com a minha função profissional: atuar. Re/presentar.
Representar o ser humano em todos os seus matizes, inclusive em suas perversões.
Rompi com minha autoimagem, venci meu superego, e fiz o que era pra ser feito: brincar, to play, jouer.
Muito grato a toda a equipe técnica, à Gisele, aos autores, aos diretores e assistentes, e à arte, câmeras etc. etc..
A vida é feita destes saltos, destas quebras de paradigmas.
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